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bicho do mato

Aqui fala-se de natureza, aves, bichos em geral e do que mais me passar pela cabeça

bicho do mato

Aqui fala-se de natureza, aves, bichos em geral e do que mais me passar pela cabeça

27
Set17

Testemunho de uma vida ephemera

A natureza oferece-nos constantes lições de adaptação, perseverança e superação... mas também nos presenteia com exemplos de delicadeza e fragilidade.

 

Este pequeno animal pertencente à ordem Ephemeroptera e é o único insecto que, passando por uma metamorfose incompleta, apresenta um estágio intermédio (subimago) de duração raramente superior a 24h, em que - apesar de ainda imaturo sexualmente - possui asas perfeitamente funcionais.

 

Ao contrário da sua fase larvar (ninfa) que pode durar vários anos, os adultos (imago) vivem vidas extremamente curtas, variando entre 5 minutos e um par de dias (conforme a espécie a que pertençam) e nunca se alimentarão, pois apenas dispõem de bocas vestigiais. O seu único objectivo é a reprodução.

 

Esta frágil criatura "decidiu" passar uma boa parte da sua vida adulta na porta do meu carro, permitindo-me um vislumbre da sua delicada beleza e, despertando em mim a natureza filosófica do ser humano, proporcionou-me a contemplação da sua (e da minha própria) efemeridade.

 

- Efémera (Ephemera glaucops)

- Barragem de Morgavel - Sines (23-09-2017)

 

Efémera (Ephemera glaucops)

 

[EN]

Testimony of an ephemeral life

 

Nature offers us constant lessons of adaptation, perseverance and overcoming. But it also presents us with examples of delicacy and fragility.

 

This small animal belongs to the order Ephemeroptera and is the only insect that undergoes an incomplete metamorphosis, thus presenting an intermediate stage (subimago) rarely lasting more than 24 hours, in which - although still sexually immature - it has perfectly functional wings.

 

Unlike their larval phase (nymph) that can last for several years, adults (imago) live extremely short lives ranging from 5 minutes to a couple of days (depending on the species) and will never feed, as they have only vestigial (unusable) mouthparts. Its sole purpose is reproduction.

 

This fragile creature "decided" to spend a good part of his adult life on the door of my car, allowing me a glimpse of its delicate beauty and, awakening in me the philosophical nature of the human being, provided me with the contemplation of his (and my own) ephemerality.

 

- Mayfly (Ephemera glaucops)

- Sines - Portugal (23-09-2017)

25
Set17

"A menina dança?"

A dança é uma das mais importantes e antigas formas de expressão artística da humanidade. Através de movimento dos nossos corpos conseguimos expressar dor, alegria, medo, sensualidade, altivez... existem danças cerimoniais, competitivas, desportivas, lúdicas, variando consoante a cultura dos povos. É, no entanto, desconhecida a sua origem, sabendo-se apenas que é pelo menos tão antiga quanto a história. Como terá surgido?

Terá a arte, uma vez mais, imitado a natureza? É sabido que as suas formas, os seus sons, cores, cheiros e movimentos sempre inspiraram o Homem. Mas os animais não dançam, pois não? Bem, talvez dependa um pouco do conceito de cada um...

A espectacular parada nupcial da Águia-calva é um tango a dois nos céus, carregado de emoção e drama? O espectáculo proporcionado pelos Flamingos dos Andes é o equivalente às nossas coreografias de discoteca? A vistosa exibição de corte do macho de Abetarda terá um paralelo no bêbado lá da aldeia, que dança apaixonadamente com a "mini" na mão? Farão os Albatroses competições de hip-hop? E o Pavão dançará a "Senbu", qual gueixa agitando o seu leque em honra à deusa Amaterasu?

Como sempre, tenho mais perguntas que respostas... mas como impedir que a mente divague, face a uma imagem como esta, em que que a ave parece claramente dizer: "A menina dança?"

- Íbis-preta (Plegadis falcinellus)
- Lezíria Grande - VFX (10-12-2016)

 

Íbis-preta (Plegadis falcinellus)

 

[EN]

"Miss, do you dance?"

Dance is one of humanity's most important and ancient forms of artistic expression. Through the movement of our bodies we can express pain, joy, fear, sensuality, haughtiness... there are ceremonial, competitive, sporting, playful dances, varying according to the culture of the people. However, Its origin is unknown, knowing only that it is at least as old as history.

Has art, once again, imitated nature? It is well known that nature forms, sounds, colors, smells and movements have always inspired mankind. But the animals do not dance, do they? Well, maybe it depends a little on the concept...

Is the spectacular bridal parade of the bald eagle a tango in the skies, loaded with emotion and drama? Is the show provided by the Andean Flamingos the equivalent of our disco choreographies? Do the mating exibihition of the male Bustard have a parallel in the drunk dude, who dances passionately alone with a beer in his hand? Do the Albatrosses compete in hip-hop? And the Peacock, will he dance the "Senbu" just like a geisha waving his fan in honor of the goddess Amaterasu?

As always, I have more questions than answers... but how to prevent the mind from wandering in the face of an image like this, in which the bird clearly seems to say: "Miss, do you dance?"

 

- Íbis-preta (Plegadis falcinellus)

- Vila Franca de Xira - Portugal (10-12-2016)

19
Jul17

Walking Out of the Path



Alguma vez te sentiste confuso quando o caminho à tua frente é recto e claro? Alguma vez te sentiste uma marioneta sem vontade própria? Alguma vez te sentiste perdido quando pensavas estar a seguir um rumo definido? Chegará uma altura de cortar os fios, cerrar dentes e ter a coragem de sair do caminho... Arrisca abandonar o rumo traçado. Explora, erra, tenta de novo... Vagueia... Vive.
 
Aprende aquilo que os que nos seguram as rédeas não querem que descubras: nesta vida, "nem todos os que vagueiam andam perdidos"!
 
- Parque Luso - Corroios (2013)
 

Bosque Lusitano (10-03-2016).JPG

 

[EN]

Have you ever felt confused when the road ahead is straight and clear? Did you ever feel like a puppet without self-will? Have you ever felt lost when you thought you were following a definite course? There will come a time to cut the strings, to grit the teeth and have the courage to step out of the way... Take a chance and diverge from the path. Explore, make mistakes, try again... Wander... Live.
 
Learn what those who hold our ribands do not want you to discover: in this life "not all who wander are lost"!
 
- Parque Luso (Corroios) - Portugal (2013)

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