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bicho do mato

Aqui fala-se de natureza, aves, bichos em geral e do que mais me passar pela cabeça

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25
Set18

Pequenos, fortes e maus

Os picanços são um dos grupos mais carismáticos da nossa avifauna. O seu comportamento e os seus hábitos tendem a despertar paixões entre os observadores, pois estas são autênticas mini-rapinas de reconhecido "mau feitio". No nosso país ocorrem 3 espécies - duas das quais são estivais e uma residente - que frequentam genericamente zonas abertas com árvores ou arbustos dispersos e se alimentam essencialmente de insectos e pequenos vertebrados. 

 

Surgindo geralmente na primeira quinzena de Maio (um dos últimos migradores estivais a chegar ao nosso território), este é o picanço mais cobiçado por observadores e fotógrafos, devido à sua restrita distribuição geográfica: o picanço-de-dorso-ruivo nidifica apenas nas serras mais setentrionais do país, geralmente acima dos 700 m de cota.

 

Picanço-de-dorso-ruivo (Lanius collurio)

- Picanço-de-dorso-ruivo (Lanius collurio)

- Montalegre (11-05-2018)

 

Das três espécies, esta é a maior. Apesar de se alimentar também de insectos, chega a caçar répteis, aves de pequeno porte ou ratos aos quais dá o seu famoso tratamento: o piçanço-real armazena comida empalando as suas presas em espinhos ou arame farpado para mais tarde as devorar. Tem uma distribuição geral pelo país, sendo mais comum nas regiões do sul.

 

Picanço-real (Lanius meridionalis)

- Picanço-real (Lanius meridionalis)

- Barragem de Morgavel - Sines (06-11-2016)

 

Começam a chegar a Portugal no início de Março e os últimos indivíduos regressam às suas zonas de invernada na África subsariana no princípio de Outubro... enquanto estão por cá distribuem-se maioritariamente pelo sul do país, mas também pelo interior norte e centro. O picanço-barreteiro é uma bela e aguerrida ave, sendo conhecida por defender ferozmente os seus ninhos, inclusivamente contra humanos.

 

Picanço-barreteiro (Lanius senator)

- Picanço-barreteiro (Lanius senator)

- Ponta dos Corvos - Seixal (23-04-2016)

 

[EN]

Small, strong and bad

 

The shrikes are one of the most charismatic groups of the portuguese birdlife. Their behavior and habits tend to arouse passions among observers, for these are authentic mini birds of prey of well known "bad temper". In Portugal there are 3 species that generally occour in open areas with scattered trees or shrubs and feed mainly on insects and small vertebrates.

Generally appearing in the first fortnight of May (one of the last summer migrators to arrive at portuguese territory), this is the most coveted shrike by observers and photographers, due to its restricted geographic distribution: the Red-backed Shrike nests only in the northernmost mountains of the country, generally above 700 m.

- Red-backed Shrike (Lanius collurio)

- Montalegre - Portugal (11-05-2018)

 

Of the three species, this is the largest. Although it also feeds on insects, it even catches reptiles, small birds or mice to which it gives its famous treatment: the Southern Grey Shrike stores food impaling its prey in thorns or barbed wire to later devour them. It has a general distribution throughout the country, being more common in the southern regions.

- Southern Grey Shrike (Lanius meridionalis)

- Sines - Portugal (06-11-2016)

 

They begin arriving in Portugal at the beginning of March and the last individuals return to their wintering areas in sub-Saharan Africa in early October... while they are mostly distributed in the south of the country, they also occour in the interior north and center. The Woodchat Shrike is a beautiful and brave bird known for fiercely defending its nests, including against humans.

- Woodchat Shrike (Lanius senator)

- Seixal - Portugal (23-04-2016)

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